A sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença não hereditária causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV) que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a capacidade de defesa em relação a muitas doenças.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
O que é a sida?
A sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença não hereditária causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV) que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a capacidade de defesa em relação a muitas doenças.
O que é o VIH?
O VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o agente causador
da sida. Este agente pode ficar incubado no corpo humano por tempo
indeterminado, sem que manifeste quaisquer sintomas. Quando uma
pessoa está infetada com o VIH diz-se que é seropositiva.
Uma pessoa VIH-positiva pode não ter sinais da doença,
aparentando mesmo um estado saudável durante um período de tempo que pode
durar vários anos. No entanto, essa pessoa está infetada e, porque o vírus
está presente no seu organismo, pode, durante todo esse
tempo, transmiti-lo a outra pessoa.
O que é o sistema imunitário?
O sistema imunitário é uma rede complexa de várias
células e moléculas. Um dos grupos de células do sistema imunitário é
constituído por glóbulos brancos e, dentro desta classe, há um tipo de células
designadas linfócitos.
Dos vários tipos de linfócitos, os linfócitos B são
responsáveis pela produção de anticorpos, importantíssimos para o sucesso da
maior parte das vacinas. Outro tipo de linfócitos são os linfócitos T. Dentro
destes, distinguem-se dois grupos: os CD4+ e os CD8+. Os CD4+ comandam o
sistema imunitário, para que a resposta aos agentes estranhos ao organismo seja
efetuada rapidamente, de forma eficaz e sequencialmente correta. Se este tipo
de linfócitos deixar de funcionar corretamente, ou se forem destruídos, o
sistema imunitário deixa de ser eficaz e a pessoa adoece gravemente.
O VIH infecta e destrói sobretudo os linfócitos CD4+, o que
significa que a pessoa vai progressivamente perdendo células coordenadoras do
sistema imunitário, até que este deixa de funcionar e instalam-se as
denominadas doenças oportunistas.
Como retardar o aparecimento da sida em seropositivos?
A duração do período entre a entrada do vírus no organismo e
o diagnóstico da sida depende, significativamente, dos cuidados que a pessoa
tem, nomeadamente de comportamentos considerados saudáveis: boa higiene
pessoal, boa nutrição, não fumar e praticar desporto.
Especificamente, o aparecimento da sida pode ainda ser
retardado medicamente pela correta utilização dos medicamentos que retardam a
multiplicação do vírus e dos medicamentos que previnem as doenças oportunistas
- os medicamentos anti-retrovíricos.
Quais são as formas de transmissão do VIH?
A transmissão
sexual é a principal via
de transmissão da infeção VIH em todo o mundo. As secreções sexuais de uma
pessoa infetada podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que
exista uma relação sexual com penetração – anal, vaginal ou oral – sem
preservativo. O risco associado ao sexo oral aumenta quando se verificam
algumas infeções, nomeadamente úlceras bocais, gengivas inflamadas, garganta
irritada ou gengivas a sangrar após escovagem ou utilização do fio dentário.
Outra via de transmissão é o contato com sangue infetado, pelo
que a partilha de seringas, agulhas, escova de dentes, lâminas de barbear e/ou
material cortante com a pessoa infetada pelo VIH constitui risco de
transmissão. Os utensílios e objetos mencionados, depois de utilizados, devem
ser colocados em contentores rígidos com abertura e tampa (pode obtê-los nos
centros de saúde) ou, então, em garrafas de água ou sumo vazias, de material
rígido e grosso, que também são excelentes para este fim. Embora represente um
risco menor, não devem ser partilhados objetos cortantes onde exista sangue de
uma pessoa infetada. É o caso, por exemplo, dos piercings, instrumentos de
tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura.
Da mãe
para o filho durante a gravidez, parto e/ou amamentação. Se a mãe
estiver infetada pode transmitir a infeção ao bebé durante a gravidez, através
do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções
vaginais. Há ainda o risco de contágio durante o período de aleitamento. Sempre
que haja alternativas à amamentação, esta deve ser evitada.
Da saúde da futura mãe dependerá a saúde da criança. Assim, é
muito importante que, antes e durante a gravidez, a mulher seja acompanhada
regularmente pelo seu médico assistente. Todas as mulheres grávidas têm direito
a usufruir do Serviço Nacional de Saúde, onde os serviços de vigilância materna
são prestados gratuitamente.
Quando a mãe é seropositiva, as terapêuticas
anti-retrovíricas, ministradas durante a gravidez, permitem a redução do risco
do seu bebé nascer infetado.
.jpg)
.jpg)
Como NÃO se transmite o VIH?
Através do ar, alimentos, água, picadas de insetos e
outros animais, louça, talheres, sanitas ou qualquer outro meio que não envolva
sangue, esperma, fluidos vaginais ou leite materno;
Através da urina, suor, lágrimas, fezes, saliva,
secreções nasais ou vómitos, desde que estes não tenham sangue misturado;
Através de contatos sociais, como o beijo na face, um
abraço ou um aperto de mão.
.jpg)
.jpg)
Como prevenir ou evitar
Evitar as relações sexuais com pessoas que se conhece pouco e em situações
casuais;
Reduzir o número de parceiros sexuais;
Usar sempre o preservativo;
Os utilizadores de drogas nunca devem partilhar agulhas, seringas e
qualquer outro objeto na preparação da droga;
Respeitar as regras elementares de higiene quando houver contacto com
sangue;
Antes de engravidar a mulher deve realizar um teste para o VIH, quando
pensa poder estar infectada;
Uma mulher seropositiva deve pensar bem antes de engravidar.
Quais são as pessoas potencialmente mais vulneráveis?
Todas as pessoas sexualmente ativas
que têm relações sexuais não protegidas. Os jovens, por terem relações
espontâneas e apreciarem as frequentes mudanças de parceiros, são o grupo mais
vulnerável, exceto se procurarem manter relações sexuais protegidas
(preservativo) desde o início da relação.
As drogas injetáveis são utilizadas sobretudo por esta faixa etária e, no trocar de seringas e agulhas, pode estar também o perigo de transmissão.
As drogas injetáveis são utilizadas sobretudo por esta faixa etária e, no trocar de seringas e agulhas, pode estar também o perigo de transmissão.
A propagação do VIH junto das
pessoas que se prostituem e indivíduos que recorrem ao sexo pago também é
preocupante. Trata-se de uma população com grande mobilidade, sobretudo
imigrante e, muitas vezes, em situação irregular no país. A presença de
problemas de toxicodependência também é comum.
As populações móveis, por exemplo,
camionistas de longo curso, trabalhadores sazonais, operários da construção
civil e militares, podem adotar comportamentos de risco, fruto da
vulnerabilidade psíquica e económica provocada por prolongadas e frequentes
ausências do seu meio.
Os utilizadores de drogas
injetáveis.
A população prisional também está
amplamente infetada.
Minorias e migrantes.
A epidemia da sida já mostrou que
todos têm de se prevenir: homens, mulheres, casados ou solteiros, jovens e
idosos, todos, independentemente da cor, raça, situação económica ou orientação
sexual.
Quem deve fazer o teste diagnóstico do VIH?
Todos devem fazer o teste.
É importante fazer o teste de diagnóstico sempre que
se tem dúvidas sobre a possibilidade de estar infetado pelo VIH ou se pensa
engravidar e se:
Teve relações sexuais sem
preservativo;
Houve partilha de seringas, agulhas
ou outro material na injeção de drogas;
Fez uma tatuagem ou um piercing e o material não estava
devidamente desinfetado;
Teve contato direto com o sangue de
outra pessoa;
Pensa engravidar ou se está
grávida.
Porquê fazer o teste?
Se o resultado for positivo, pode ter acesso aos cuidados de
saúde apropriados e iniciar o tratamento o mais cedo possível. Deste modo, a
evolução da doença é retardada.
Por outro lado, saber que está infetado é razão para evitar a
transmissão a outras pessoas, adotando comportamentos preventivos. Protege-se a
si próprio, de forma mais eficaz, das chamadas doenças oportunistas.
Em caso de gravidez, pode-se diminuir muitíssimo o risco de
transmissão do vírus da mãe para o filho.
O que significa um resultado negativo?
Significa que o sangue da pessoa testada não apresenta
anticorpos anti-VIH, pelo que não deverá estar infetada pelo vírus. Mas,
atenção, o organismo leva algum tempo a produzir anticorpos que possam ser
detetados. Chama-se a esse tempo o período janela e que é cerca de três
meses.
O que significa um resultado positivo?
Significa que se detetou a presença de anticorpos anti-VIH no
sangue da pessoa testada, o que permite concluir ter existido contaminação pelo
vírus. De acordo com as informações disponíveis atualmente, ficará infetado
para toda a vida e pode transmitir o vírus, porque o sangue e o esperma ou as
secreções vaginais contêm o VIH e/ou linfócitos infetados.
Como ter acesso ao tratamento?
Qualquer pessoa à qual tenha sido diagnosticada a sua
seropositividade pelo VIH/sida deve ser referenciada aos serviços hospitalares
competentes. Deve ser agendada uma consulta de imediato. Os doentes em
medicação anti-retrovírica necessitam de apoio especial antes e durante o
tratamento. O acompanhamento médico deve ser constante, pois é um período em
que os doentes irão sofrer as principais mudanças no organismo e podem ocorrer
dificuldades na adesão.
Contudo, lembre-se sempre que a eficácia do tratamento
depende de si. É fundamental que tome corretamente e continuamente os
anti-retrovíricos para que tudo dê certo.
O seu médico tem de vigiá-lo constantemente para saber se o
tratamento está ou não a fazer o efeito pretendido ou se é necessário mudar o
esquema terapêutico. E isto só é possível através da realização de exames
específicos, como a células CD4+ (determina o nível de células de defesa no
organismo); carga vírica (determina a quantidade de vírus no sangue);
genotipagem do vírus (deteta as mutações no vírus que potencialmente causam
falência terapêutica - resistências), entre outros.
Quais são as doenças mais frequentes num doente com sida?
A tuberculose é uma das doenças
infeciosas mais frequentes em Portugal e, em muitos casos, afeta a pessoa
infetada com VIH. É uma doença contagiosa, pode infetar outras pessoas, mas
existe tratamento. É um tratamento longo, mas os medicamentos são gratuitos e
distribuídos no Centro de Doenças Pneumológicas da sua área de residência.
Dado que a bactéria da tuberculose pode desenvolver
resistência aos medicamentos e estes deixarem de fazer efeito, é importante que
não falhe nem interrompa o tratamento.
A sida tem cura?
A sida caracteriza-se por
uma quebra do sistema imunitário do organismo e, por este motivo, as infeções
de ordem geral não podem ser combatidas eficazmente. Atualmente, a cura não é
possível. A única medida eficaz para combatê-la, presentemente, é a prevenção.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)



.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)